Alone In The Dark

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Alone In The Dark

 

Datas de Lançamento: Alone In The Dark – PC: 1992; 3DO: 1994

Gênero: Survival Horror

 

 

Alone In The Dark

A franquia Alone in The Dark recebeu seu game de estreia em 1992, pela Infogrames, para os usuários de PC. É considerado um dos principais games de Survival Horror e inspirou outros títulos futuros, entre eles o game que popularizou o gênero no meio da década de 90: Resident Evil.

Alone in the Dark é altamente inspirado pelos contos de H.P. Lovecraft (há um agradecimento a ele nos créditos do game!) e sua história possui diversos elementos de ocultismo. A trama se passa na antiga “mansão Derceto”, com fama de ser assombrada, atualmente pertencente ao artista Jeremy Hartwood. Com a notícia de que Jeremy se enforcara no sótão da mansão, você deve escolher entre Edward Carnby, um detetive particular, ou Emily Hartwood, a sobrinha do dono da mansão, para investigar o caso e descobrir o que há por trás do misterioso suicídio.

Na mansão, além de se deparar com criaturas bizarras, você deverá solucionar puzzles para pegar itens importantes e abrir portas. Além da imensa casa de três andares e diversos cômodos, os personagens ainda exploram passagens secretas que levam a túneis e labirintos subterrâneos.

 

“Em minha porta, um brasão sem polimento diz “detetive particular”. Os poucos amigos que eu tenho me chamam de Carnby; outros me chamem de Réptil. Eu não me importo com a forma como meu gerente de banco me chama. Ultimamente, eu deixo minhas cartas sem abrir, contas e ameaças apenas estragam o meu dia.
Quando uma negociante de antiguidades chamada Gloria Allen me contatou, eu vesti minha melhor camisa, peguei minha calibre 38 e fui para sua loja o mais rápido que podia. Eu estava esperando por algo sórdido: chantagem, provavelmente. Cara, como eu estava errado! O que ela me pediu foi para visitar uma propriedade chamada Derceto e encontrar um piano no sótão.
Era um antigo piano com gavetas secretas; o tipo pelo qual as pessoas que compram em lojas de antiguidades ficam loucas. A casa Derceto tem a fama de ter um monte de tranqueira de luxo: móveis, livros, pinturas. Parece que o dono da Derceto estava prestes a ganhar uma faxina.
Eu ia falar de dinheiro quando Gloria Allen me entregou $150 e uma chave. Fiquei me segurando para não rir de pensar na surpresa do meu gerente. Ele não gosta que suas vítimas se dêem bem.
Eu vi uma cópia relatório da polícia. O antigo proprietário da Derceto, um sujeito chamado J. Hartwood, havia se enforcado no sótão. O delegado concluiu que era um caso claro de suicídio. Eu prometi a Gloria Allen que iria ao local dar uma olhada.
Meu relatório estará pronto em uns dois dias. Tenho lido sobre a história da velha casa; é o tipo de lugar de onde fantasmas fogem apavorados. Assassinatos horrendos, maldições, alucinações… Por sorte, adoração ao demônio me faz sorrir, então este é o que eu chamo de férias remuneradas.” – Edward Carnby

 

“A carta do advogado chegou junto com um grande choque para mim. Meu tio Jeremy havia morrido pelas próprias mãos! O relatório do delegado não tinha dúvidas: ele se enforcara no sótão.
Após minha surpresa e angústia iniciais, considerei as notícias; me parecia claro que Derceto havia influenciado a mente do meu tio.
Aquela velha mansão assustadora, com suas histórias estranhas, sua passagem secreta na biblioteca, o antigo relógio no andar superior, todos aqueles livros de ocultismo que meu tio não deve ter resistido a ler, além de seus nervos frágeis…
O destino lhe apontou o dedo. Derceto encurralou sua presa. O Sr. MacCarfey, advogado da família, sugeriu vender a velha casa; eu imediatamente fui contra a ideia.
Meu dever é claro: eu devo ir a Derceto. Tremo só de pensar naqueles corredores escuros, aqueles retratos estranhos. Ainda assim, estou convencida de que meu tio Jeremy deixou um bilhete, algum tipo de carta, explicando sobre sua terrível decisão.
Eu me lembro de sua voz, dizendo, “Olhe para o piano, Emily… Olhe direito”. Talvez a gaveta secreta guarde alguma explicação. Tenho a sensação de que as coisas não são tão simples. A vida é um mistério, contendo mais mistérios. Jeremy me ensinou isto.
Agora chegou a hora de confrontar os mistérios. Derceto está esperando por mim. Rezo para que meu medo seja nada mais do que fruto de minha imaginação. Nada me convencerá de que meu tio estava louco. Mas por que, de acordo com o relatório policial, ele bloqueou a janela do sótão com o velho guarda-roupa?” – Emily Hartwood